14 de mar. de 2013

Você é o que você escreve!

Após um período muito longo de abandono do blog, quem sabe agora ele volta a "funfar" do jeito que eu quero!

Caríssimos,

Algum dia na sua vida você já fez uma revisão da sua escrita?
No meu ponto de vista, a escrita é a forma de comunicação mais necessária do mundo. Não digo que a fala não seja importante, mas, levando em consideração o mundo moderno, as pessoas se estão se comunicando mais por e-mail, SMS, redes sociais (salve o Facebook)... mas é importante que isso seja feito de forma correta e coerente, caso contrário, nem expor a sua opinião você conseguirá de forma clara (e objetiva).

Mas e agora, o que tem a ver a escrita com relacionamento?

TUDO, cacete!



A partir do momento em que você escreve no Facebook, seu conhecimento na língua portuguesa (ou a falta dele) já está sendo observado. Conheço muitos caras que já me contaram que desistiram de conhecer meninas LINDAS pois, os erros de português nos messengers da vida, eram grotescos. Eu já bloqueei pessoas no MSN pois não dava pra manter uma conversa, tampouco, uma paquera (alguém ainda usa essa palavra?).

Daí, de nada adianta querer cuidar do corpinho e do cabelo, sendo que você não põe o cérebro pra funcionar: “Queria ser rapitada pra ter uma disculpa pra num trabalhar hoje, mais nem tudo é como nós quer, né!” – se você não viu pelo menos dois, dos quatro erros nesta frase... nada bom.

Consequentemente, se você não escreve bem, também não fala bem. Duvida? Conviva com pessoas assim pra ver se eu to mentindo. E não é fácil.
Ok, não sou um professor Paquale em conhecimentos linguísticos, mas estou tentando passar um pouco do que sei pra quem eu gostaria que soubesse.

1 . Eu acredito que as pessoas que não tem um bom português, também não vão conseguir ter um bom rendimento em outros idiomas. Se ela não consegue aprender o dela, que ouve e fala todos os dias, quiçá outro idioma;

2. Seu boletim em português (e outras matérias, né) pode fazer a diferença no mercado de trabalho, assim como sua redação no vestibular, seu currículo, um e-mail contendo a palavra SEJE (ai) para seu chefe...

3. Pode prejudicar seu relacionamento com amigos, pois uma fala e uma escrita errada, faz as pessoas pensarem muitas coisas ruins sobre você. Tipo como? Que você tem preguiça de ler, que você só escuta música que fala errado, que você não esteve aberto às novidades que a escola pôde te proporcionar na educação básica.

Fazendo um link com o ponto 3, não menciono as pessoas que infelizmente, são vítimas do difícil acesso à escola, das crianças que trabalham pra ajudar a não faltar pão na sua casa, daquelas que são vítimas de corrupção, etc. Este é outro ponto a se discutir, mas não agora. Estou falando de pessoas que tiveram OPORTUNIDADE de estudar numa boa escola, ou de frequentar uma escola, mesmo que da rede pública, mas que não aproveitaram essa chance como devia.
Mas se elas não aproveitaram quando puderam, ainda há chance de remediar, desde que haja vontade.

Leia mais, leia livros, pois os mesmos são revisados antes de serem publicados, e se houver palavras incorretas, é proposital e destacada, para que não haja confusão.

Assista menos novela, veja sites interessantes, a internet tem coisas engraçadas mas tem utilidade, saiba utiliza-la.

Escute boas músicas. Você é feliz se escuta metal (hehe), mas, como estamos falando do idioma português, o nosso de origem, vamos falar de músicas boas nacionais: Chico Buarque, além do seu português corretíssimo, ele compõe com palavras desconhecidas, assim você pode aumentar seu vocabulário (tá, jogar bosta na Geni não é bonito), escutem a saudosa Elis Regina, Osvaldo Montenegro, Djavan... Roberto Carlos não é necessário rs. Escute menos funk, sertanejo, pagode e axé, digo isso por ser sempre as mesmas palavras, os mesmos problemas, as mesmas rimas, a mesma praça, o mesmo banco... treine seu ouvido ao correto.

Fazendo essas duas coisas com mais frequência, você irá perceber que as palavras: menas, seje, veje, teje (também na versão esteje), mais (contraditório; equivalente de porém), poem (do verbo por), bissurdo, entrometer, encomodar, calsa, agradesso, célebro, poblema, pobrema, probrema e equivalentes, não existem. É sério, não existem.

A nossa saúde visual e auditiva agradecem. E a sua imagem também.
E você achando que relacionamento interpessoal é só ser extrovertido.